Autores: Keila Monteiro de Carvalho, Nilze H. Barbosa Venturini, Helena F. Rezende Melo, Thiago B. P. Venturini, Lineu O. Shiroma, Clarissa L. Buono
Fonte: Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
Ano: 1998
DOI: 10.5935/0004-2749.19980012
Resumo
RESUMO Objetivo: Verificar a eficácia dos procedimentos oftalmológicos, educacionais e reabilatacionais oferecidos pelo Serviço de Visão Subnormal do Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da UNICAMP. Metodologia: Foram estudados 90 escolares/pacientes, na faixa etária de 7 a 18 anos e 11 meses, entre fevereiro e junho de 1997, por meio de “survey” descritivo transversal. Foi feita reavaliação oftalmológica e verificação da adesão à prescrição do auxílio óptico e às orientações por meio de questionários e aplicação dos testes qui-quadrado e Fisher. Resultados: A coriorretinite macular bilateral congênita demonstrou ser a patologia mais freqüente (46,7%). A faixa etária de 7-10 anos apresentou compatibilidade entre a idade e a escolaridade (100%); entre 11-14 anos, 30,7% dos sujeitos apresentaram atraso de escolaridade. Em relação ao auxílio, 85,6%; dos sujeitos aderiram à prescrição. 78,4% dos escolares utilizavam auxílios não-ópticos. Em relação às orientações oferecidas, 94,4% dos professores aceitaram os auxílios ópticos. Conclusão: Os professores demonstraram receptividade à proposta da pesquisa, tendo sido estimulados pelos próprios alunos e seus pais. Apesar da aderência ao auxílio óptico de 85,6% os professores sentiram necessidade de maiores esclarecimentos a respeito da deficiência visual e suas implicações.


