Visão e Tablets

 

Saiba como usar o tablet e o smartphone sem comprometer a visão. Oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho orienta sobre os cuidados na hora de usar estes aparelhos para manter a saúde dos olhos.

Há tempos tablets e smartphones tornaram-se companheiros inseparáveis para quem não dispensa estar 100% do tempo conectado. Prova disso é que no Brasil foram comercializados 7,9 milhões de tablets e 35 milhões de smartphones ao longo de 2013, de acordo com a consultoria IDC. Entretanto, este novo hábito requer cuidados especiais, sobretudo no que diz respeito aos olhos, como explica a Dra. Keila Monteiro de Carvalho, oftalmologista chefe do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp: “o uso inadequado destes tipos de aparelhos pode levar a desconforto, fadiga ocular e síndrome do olho seco”.

Além disso, uma pesquisa realizada na Inglaterra com 2 mil pessoas que utilizam seus tablets e smartphones por longos períodos revelou que a luminosidade azul violeta vinda da tela destes aparelhos é potencialmente perigosa e tóxica à parte de trás dos olhos, podendo trazer a seus usuários um maior risco de degeneração macular, uma das principais causas de cegueira.

A seguir, Dra. Keila Monteiro de Carvalho alerta sobre os cuidados para manter a saúde ocular:

Utilizar o aparelho por períodos muito longos
Segundo Dra. Keila Monteiro de Carvalho, diversos estudos demonstram que o uso por tempos prolongados destes aparelhos está associado a sintomas de cansaço visual e diminuição da taxa de piscamento, reduzindo a lubrificação ocular (síndrome do olho seco). “Uma maneira de reduzir este desconforto é esporadicamente fazer um piscar voluntário, recomendado para diminuir os efeitos do olho seco”, orienta a oftalmologista.

No escuro
O sono não vem, você pega o tablet e começa a jogar, ver e-mail, jogar conversa fora na redes sociais... quem nunca passou por uma situação dessa? Entretanto, isso pode cansar os olhos, como explica a Dra. Keila Monteiro de Carvalho: “a baixa iluminação do ambiente cria condições inadequadas para visão, pois quando o leitor desloca o olhar de forma intermitente do monitor mais brilhante para o escuro ambiental pode ocorrer a fadiga ocular”. Para melhorar esta situação, a sugestão da oftalmologista é aumentar um pouco a iluminação ambiente para minimizar as diferenças de adaptação do olho. O uso de telas com baixa refletividade e com maiores índices de luminância inerentes também propiciam melhoria das condições de visualização.

Melhor distância
Segundo a Dra. Keila Monteiro de Carvalho a distância ideal para a visualização está relacionada à acuidade visual do usuário. “Para pessoas com visão normal recomenda-se que mantenha a distância confortável de 33 a 40 cm. No caso de quem usa óculos ou tiver baixa visão, a distância de visualização do vídeo vai depender dessas condições ópticas”, orienta. Em relação à posição dos olhos em relação à tela, considera-se ideal a pessoa olhar ligeiramente para baixo, com ângulo de cerca de 20 graus.

Durante a atividade física
Muitas pessoas aproveitam o tempo na esteira ou na bike para ler e colocar a vida social (virtual) em dia, um grave erro na opinião da oftalmologista: “isso não é recomendado porque, além da pessoa não conseguir manter os olhos focados no objeto de leitura, também prejudica a postura, provando desconforto e dores”.

Ler em veículos em movimento
Certamente você já ouviu dizer que o hábito de ler em veículos em movimento pode causar danos à retina, mas, segundo a Dra. Keila Monteiro de Carvalho, isso é um mito. “Na verdade, a sensação de desconforto e enjôo não tem a ver com a leitura, mas sim com o balanço do veículo que confunde o sistema vestibular do cérebro, responsável por nosso equilíbrio”, explica a oftalmologista.

Telas em 3D
A visualização é próxima do real, mas as imagens produzidas podem levar a desconforto e fadiga visual, de acordo com a oftalmologista. “Acomodação e convergência fracos, presença de estrabismos latentes e erros de refração não corrigidos são fatores que ocasionam astenopia (cansaço visual) durante a visualização de telas 3D”, explica. “A visualização em 3D estereoscópica proporciona maior imersão do leitor , mas também pode levar a sintomas de enjôo pelo movimento. Esse transtorno que pode ser reduzido se distância se ângulos de visão maiores forem adotados”, completa Dra. Keila Monteiro de Carvalho.

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